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A ligação com o Sagrado

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Mais um semestre quase encerrado, praticamente todo o trabalho solicitado de algum modo esteve sendo executado. A plena satisfação parece morar ao lado, mas, de fato, algo não foi alcançado, além de um mero objetivo não realizado. O humano pede mais do que o ativismo desregrado,  busca o profundo e autêntico significado, não se contenta com um agir dissimulado. De si mesmo não se pode manter alienado, o virtual precisa ser um pouco afastado, do externo o indivíduo está saturado. Voltar a dar atenção ao que foi largado, se confrontar com cada aspecto acomodado, aos poucos tudo é realmente elucidado. Lentamente curar cada machucado, ordenar o que está desordenado, silenciar de vez o ruído indiscriminado. O Amor já foi sobre todos derramado, é preciso revisitar esse legado, reavivar a ligação com o Sagrado.

Dona Zilda Marchetti

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Alegria que em vários momentos irradiou, de algum modo meu coração ela tocou. Por sua simplicidade todos ao seu redor encantou, uma simples senhora que o amor sempre exalou. Na vida da comunidade com fervor participou, da dinâmica paroquial frequentemente atuou. Pela minha vocação sempre disse que rezou, seus cuidados de algum modo me ofertou. Um acidente com moto sua vida abreviou,  mas o efeito de seus valores não silenciou.  Gratidão pelo exemplo de fé que compartilhou, a mim resta tentar propagar o legado que ela deixou.

mesmo que às vezes falhes

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reeducando os olhares  realinhando os detalhes amando os familiares observando os entalhes contando os milhares aceitando os atrapalhes vivenciando os mal-estares superando os embaralhes enfrentando os mares limpando os emporcalhes escalando os andares terminando os trabalhes filtrando os pensares  tentando mesmo que às vezes falhes

Tempo de chuva

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O solo se sente profundamente renovado, quando pelas águas da chuva é tocado. Através da janela do ônibus observo tudo calado, com o pensamento em cada passo vivenciado. O clima se encontra frio e o céu fechado, na interioridade o tempo também está nublado. Momento de recolher algo que pelo externo é ofertado, em cada caso há a expectativa de ser maturado. Aos poucos o verde das plantas aparece transformando, o indivíduo não entende o que em si está sendo processado. A esperança é que algo seja realmente melhorado, lentamente todo o necessário é refinado.

Sobre o que não se tem

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Quando, de fato, não se têm,  somos obrigados a viver sem, a isso não cabe grande desdém. Nem sempre o ideal realmente convém,  por vezes cabe acolher aquilo que vêm, e desenvolver com isso o maior bem. 

Escolhido por pura Misericórdia

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O ser humano por vezes é causa de discórdia, em alguns momentos se torna motivo de concórdia, porém sempre acolhido pela Infinita Misericórdia. O indivíduo frequentemente se perde em meio à discórdia, mas pela oração pode construir a autêntica concórdia,  na intimidade com o Sagrado Coração encontra a Misericórdia. Aos poucos não mais se abater com a discórdia, fortalecer a alma através da profunda concórdia, semelhante ao Pai agir imbuído de misericórdia. Dialogar com amor para romper toda discórdia, no ordinário do cotidiano viver a beleza da concórdia, vislumbrar a realidade com olhos de misericórdia. De dentro para fora sobrepor cada traço de discórdia, construir algo novo sustentado pelo ideal da concórdia, na parábola do Filho Pródigo encontrar o modelo de Misericórdia. Lentamente saindo da mera discórdia, trilhando o caminho da concórdia, sustentado pelo Mistério da Divina Misericórdia.

Sentido de Pertença

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Bem integrar cada aspecto na comunidade,  lutar com sabedoria em meio à dificuldade.  Construir um perfil mercado pela simplicidade, conviver de maneira saudável com a humanidade.  Sempre respeitar a experiência da multiplicidade, acolher com carinho cada dor da realidade.  Escutar com sincera e profunda fidelidade,  refletir, cuidar e exortar com fiel caridade.  Desenvolver no mais profundo a melhor qualidade,  com o próximo aprimorar a cumplicidade. Fortalecer-se em meio a qualquer complexidade,  através da paciência suportar cada efemeridade.  Pertencer sem apego algum à causalidade, reconhecer em tudo a presença da Eternidade.

Com profunda coesão

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Cuidando com atenção do coração, para o grito interno a necessária orientação. Procurando no Eterno a verdadeira motivação, aos poucos se desapegar da humana condição. Com ternura avaliar cada situação, não se mover pelo impulso da vazia emoção. Na Divina Misericórdia moldar toda ação, aos poucos aprender com sincera devoção. Silenciar com sabedoria frente a questão, com humildade acolher cada interrogação. Através da serenidade, esperar a transformação, ponderar com calma e certa satisfação. Somente se deve agir com profunda coesão, tocar na ferida que causa a dramatização. Lentamente bem integrar cada percepção, em comunidade aprender a cuidar de si e do irmão.

Mesmo que nem tudo seja explicado

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No cotidiano, um certo padrão é procurado, algo como a estabilidade é ansiado, um solo firme que possa ser pisado. Mas, no externo, nada disso é encontrado, por dentro o indivíduo observa desconcertado. Ao se rever o que em si está sedimentado, cada traço lentamente aperfeiçoado. No fogo aos poucos o ferro é forjado, são primícias de um amadurecimento desejado, mas cada avanço revela algo ainda a ser curado. O indivíduo oscila entre estar cansado e motivado. Tem dias que o descanso é muito almejado, o diálogo deixa um pouco mais equilibrado, no versejar se expressa de modo figurado, tudo aquilo que deve ser silenciado. Não há sentido num simples sofrer calado, no tempo certo algo diferente é trabalhado.  O processo é gradativamente meditado, de oração em oração o sentido é encontrado, mesmo que nem tudo seja explicado.

Um pouco sobre maturidade...

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Maturidade não tem a ver só com a idade,  trata-se de ressignificar cada realidade. Aprimorar-se no enfrentar da dificuldade, ao primeiro chamado manter a lealdade. Desenvolver alguma habilidade, exercitar a prática da amabilidade. Ao propósito objetivar com fidelidade, ter abertura para fortalecer a integridade. Amadurecer sem perder a serenidade, de corpo e alma, agir com intensidade. Lapidar a si mesmo com sagacidade, aos poucos manifestar o belo da própria identidade.

Novas experiências

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Testando outras oportunidades, vivenciando diferentes realidades. Lidando com as dificuldades, aceitando as multiplicidades. Afastando as rivalidades, construindo sólidas amizades.  Explorando as capacidades, laços de autênticas cumplicidades. São incontáveis as possibilidades, diferentes formas de atividades. Compreendendo peculiaridades, lidando com todas as maldades. Tentando superar as banalidades, mergulhando nas profundidades. Acolhendo as próprias fragilidades, crescendo com as adversidades.

Confissões

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  Há questões que atravessam gerações, são sempre incontáveis as situações. Alegrias e dores marcam os corações, acertos e erros em diversas condições. Carregamos fardos que não precisamos, a fraquezas dos antepassados nos atamos. Por vezes ferimos a quem mais amamos, a real felicidade aos poucos adiamos. A humanidade vive um profundo sofrer, desequilíbrios são fáceis de se perceber. Posturas inadequadas por permanecer, o ser humano integral está a perecer.  Hoje, nessa Sexta-feira da Paixão, nos colocamos em contemplação. Na Cruz o mistério da Salvação, o Redentor noite convida à conversão. Desapegar daquilo que nunca pertenceu, no Cristo encontrar o que se perdeu. Aceitar em si a ação de Quem já venceu,  a presença da morte não mais permaneceu.

Algumas questões internas

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Necessidade de um abraço sincero, por vezes é algo que realmente espero,  mas nem sempre aparece como quero,  preciso para comigo mesmo certo esmero.  Necessidade de um certo isolamento, silenciar por algum breve momento, bem elaborar cada sentimento, profundamente clarear o entendimento. Necessidade de um diálogo sereno, amizade que respeite o interno terreno, espaço de ser um pouco mais pleno, partilha para superar todo o pequeno.  Necessidade de um agir mais presente, o real existir com uma fé inerente,  com todos ser realmente indulgente, não se contentar em estar indiferente. A busca do equilíbrio é uma constante,  por vezes há o risco de ser inconstante,  resta viver como um autêntico amante, encontrar em si o que há de mais elegante.

Marcas de algum amadurecimento

No entorno se alegra a comunidade, por dentro é difícil entender a realidade. Não se trata de tristeza ou infelicidade, faz falta convivência com profundidade. Uma existência de maior tranquilidade, um silêncio que fala a verdade.  Diálogos com maior sinceridade, rastros de autêntica felicidade. Momentos com alguma previsibilidade, mas na ausência de qualquer futilidade. Conversas simples que marcam a interioridade, alguma segurança pautada na fidelidade. Arriscar com fé e certa maturidade, deixar o comodismo e agir com intensidade. Oscilar entre o risco e a estabilidade, encontrar a justa medida da própria subjetividade.

O sucesso que não é expresso

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Por vezes, cabe viver o processo, nada de se mover pelo excesso, ao poucos vemos o progresso. Nem sempre o voltar é retrocesso, em alguns casos é buscar melhor acesso, algo novo que aos poucos é impresso. A minha fraqueza eu confesso, mas de tentar nunca cesso, a esperança não entra em recesso. Os meus planos eu não apresso, isso gera o risco do insucesso, na incerteza sigo com a fé que professo.

A justa medida

É realmente difícil profundamente se definir, cabe encontrar o equilíbrio para bem seguir. Algo de novo é sempre possível intuir, o questionamento ainda está a existir. Por vezes, o medo volta a se difundir, e a ansiedade não deixa de persistir. É um caminho que está por se construir, se desenvolve a sabedoria junto com o agir. Um certo passado não mais se atualiza em meu existir, sinal de que em alguns aspectos continuo a evoluir. De diversos fardos estou a prescindir, uma singela leveza já me é possível de sentir. Buscando de mim mesmo não mais me omitir, cuidando do leão que em meu interior está a rugir. Os sons da interioridade eu tenho de ouvir, minha genuína essência aos poucos vai se restituir. Não se trata de negar o que no exterior está a surgir, é sobre viver no próprio ritmo e se permitir. Algo de mais verdadeiro a partir de mim mesmo esculpir, encontrar o Sagrado que no mais íntimo está a fluir. É uma explosão interior que está a persistir, pela oração, contemplação e medit...

Momento de oração

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Aos poucos silenciar o próprio coração, deixar de lado toda e qualquer perturbação. Há sempre o tempo adequado para a ação, mas antes é preciso uma profunda meditação. Por vezes, olhamos apenas o superficial da questão, somente Quem tudo formou pode evitar a explosão. Em intimidade com o Criador se amplia a visão, é possível ir além do oferecido pela humana razão. Não se trata de momentaneamente negar a situação, mas de encontrar o centro de equilíbrio para a decisão. No silencio e na intimidade enxergar o amparo e a solução, descansar na fonte da mais profunda Revelação.

Em (re) construção...

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Por vezes, é complicado não retroceder, há casos em que algo parece se perder. Feridas antigas voltam com força a doer, temos o fardo maior que nosso próprio ser. O equilíbrio interno é preciso desenvolver, distanciamento saudável às vezes manter. O coração no amor precisa se suster, aos poucos o outro sempre entender e acolher. Com maturidade dialogar com cada sofrer, se descontentar em carregar o que não faz crescer. A própria intimidade com esmero proteger, ao cicatrizar por dentro o bem há de resplandecer.

aprendendo a amar...

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mais do que a pupila dilatar além de um arrepio vivenciar sentimentos não conseguem abarcar  uma força para o interior humano moldar não há espaço para bem explicar difícil adequadamente conceituar por vezes livremente se sacrificar  a algo maior com sinceridade se dedicar a realidade em um viés superior enxergar um modo de vida gerar um modo de vida agregar um modo de vida propagar

Sobre aceitar a mudança...

Por vezes o indivíduo para e analisa, de diversas maneiras o medo paralisa.  O conforto da ilusão provisoriamente tranquiliza, mas a angústia interior jamais suaviza. A vontade cambaleante de fazer diferente se apresenta, mas a preocupação com os julgamentos não se ausenta. É necessário uma mudança de postura radical, se afastar daquilo que é meramente trivial. Aprender a encarar os problemas de frente, desenvolver uma postura cada vez mais prudente. Encarar o que está constantemente a paralisar, sentir intensamente a dor para com ela bem lidar. Na superfície da questão não mais permanecer, mergulhar no mais profundo do próprio ser. Colocar em tudo uma dose de sincero amor, Aprender com a postura de Jesus, o nosso Salvador. 

Propósitos...

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Um novo horizonte se vislumbra pela frente. Uma oportunidade de fazer diferente. Ao renovo não cabe se manter indiferente. A necessidade de mudança é intransigente. É tempo de manter a postura resiliente. Com fé acolher o momento presente. Não agir com as ideias de um passado carente. Das fragilidades e qualidades se tornar consciente. De fatores externos não se manter depende. Se posicionar com a autonomia que é inerente. Não desenvolver uma postura inconsequente. Jamais deixar de viver intensamente.  Permitir florescer a verdade de si mesmo latente. Superar o pensamento e o hábito ineficiente. Existir no cotidiano religiosamente.  Aos poucos deixar de ser reticente.

Sobre praticar o ato de perdoar...

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Aceitar que não é possível o fato apagar, aos poucos aprender a ressignificar, purificar o que está a incomodar. Procurar meios para compreender, eliminar o que corrompe o sábio querer, retirar de si o lixo que está a permanecer. Com meias verdades não se iludir, esperar o tempo certo da verdade eclodir, por meio de um coração curado agir. Perceber o amor nos entremeios da dor, com maturidade um novo horizonte compor, se posicionar com genuína autonomia interior.