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Doideiras da vida

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Há exatos dois anos atrás aconteceu um fato exótico em minha casa que se localiza na zona rural, mais especificamente no meu quarto. Fui pegar algumas coisas que costumo guardar em cima do guarda-roupas e me deparo com um ovo caipira botado por uma galinha naquele local. Trata-se de uma situação inusitada para mim e ao mesmo tempo cômica: como que um animal barulhento que é a galinha entra num quarto, bota um ovo e ninguém percebe? Entre risos e piadas minhas e de meus familiares tentei em vão encontrar uma explicação para esse fato. Para descontrair um pouco mais, fiz uma publicação em uma rede social a qual gerou muitas interações, acredito que diversas pessoas riram desse fato, assim como nós aqui em casa. Entretanto, o tempo passou e quase que me esqueci por completo deste fato, mas hoje, exatos dois anos do ocorrido, a referida rede social me apontou essa lembrança e dentre os comentários presentes nela há um que foi feito naquele momento pela minha ex-professora de po...

Um dia desses, em uma aula qualquer...

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Estamos em mais um dia do Trabalho, mas vivenciado de um modo diferente do comum. Passamos atualmente por um período de quarentena, lutando contra um inimigo invisível: o Covid-19 ou Coronavírus, como preferirem, o qual já nos trouxe muitas dores, problemas e desolação. Essa situação inusitada me fez lembrar um fato engraçado e, ao mesmo tempo, interessante, sobre o qual ainda não estive inspirado em escrever. Creio que hoje seja o momento oportuno para isso... Até mesmo porque recordar é reviver e há fatos os quais vale sempre a pena trazer à tona. No ano passado, em meu último ano de graduação em História, estava realizando meus estágios de regência em uma escola estadual. Eu havia combinado com a docente titular que trabalharia nas aulas de três turmas dos sétimos anos o conteúdo de Reforma Protestante durante oito aulas em cada classe – ou seja, duas semanas –, sendo seis delas de embasamento teórico sobre o assunto e duas com a realização de atividades avaliativas. O e...

A largada foi dada

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Depois de doze anos entre o ensino fundamental e o médio, somado há quatro anos de graduação em História, enfim consegui o meu primeiro dia de trabalho. Sou professor eventual em uma pequena cidade ao lado da minha, na única escola estadual que ela possui. Foi tudo muito rápido. Na quinta-feira deixei o meu contato na escola, na sexta-feira me deram um retorno positivo e uma lista de documentos a serem levados no início da semana seguinte. Na segunda-feira entreguei todos os documentos, assinei os papéis. Contrato fechado. Terça-feira, 18 de fevereiro, eu nunca tinha lecionado (além dos estágios obrigatórios da graduação) e tive de trabalhar nada mais nada menos do que substituindo em dez aulas. Saldo do meu primeiro dia: voz rouca e corpo doendo. Fiquei muito cansado, confesso. É uma situação que ainda não sei bem descrever. Ainda inusitado para mim. Em um primeiro momento, me senti meio frustrado, por não ter atingido os meus objetivos (das dez aulas, apenas três f...