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Algumas questões internas

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Necessidade de um abraço sincero, por vezes é algo que realmente espero,  mas nem sempre aparece como quero,  preciso para comigo mesmo certo esmero.  Necessidade de um certo isolamento, silenciar por algum breve momento, bem elaborar cada sentimento, profundamente clarear o entendimento. Necessidade de um diálogo sereno, amizade que respeite o interno terreno, espaço de ser um pouco mais pleno, partilha para superar todo o pequeno.  Necessidade de um agir mais presente, o real existir com uma fé inerente,  com todos ser realmente indulgente, não se contentar em estar indiferente. A busca do equilíbrio é uma constante,  por vezes há o risco de ser inconstante,  resta viver como um autêntico amante, encontrar em si o que há de mais elegante.

Meditações no calor da emoção

O fracasso reaparece como questão, aparente incapacidade domina a situação. Algo à primeira vista simples de se resolver, mas ainda não foi possível um ponto final oferecer. Uma dor que envolve por completo o coração, paralisa qualquer adequada reação. O corpo todo começa a transpirar e a tremer, falta uma coerente ação para proceder. Há momentos de grande e visível evolução, em outros surge somente a frustração. Interiormente algo ainda precisa se resolver, há ainda dificuldade em premeditar o que fazer.

Sem desdém

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Tudo indo sempre muito bem,  mas a mente pensando um pouco além, procurando o problema que não tem, dos pensamentos o indivíduo está refém. Algo novo constantemente advém, não há motivo para preocupação porém, a novidade a esperança mantém, frequentemente o melhor também vêm. É preciso que tudo ocorra como convém,  mesmo para muitos parecendo aquém,  o indivíduo maduro da vontade abstém, aceita o diferente sem desdém.

meu brado

há dias que tudo parece dar errado nenhum esforço demostra resultado me sinto um verdadeiro fracassado desespero clamando abafado coração um pouco magoado o medo habita ao lado pensamento muito desregrado me sinto um pouco cansado nada sai como foi esperado se perde a dimensão do real significado me vejo como alguém estagnado de mim mesmo temporariamente alienado a imperfeição parece ser meu legado sei que estou um pouco atribulado não quero me manter desanimado por esses versos registro o meu brado a esperança não me deixa lesado lá no fundo enxergo um novo estado sonho com o novo eu sendo formado em casa detalhe sendo santificado

Somente um desabafo

A tristeza envolve todo o meu ser, perfeito não consigo realmente ser. Aqui a perfeição nem pode ocorrer, a si mesmo aceitar é um processo a doer. A exagerada autocrítica faz perecer, mas dela é difícil em completo se abster. Uma pessoa melhor por se desenvolver, é complexo em tudo ter de remexer. Os problemas externos não absolver, na interioridade realmente se manter. É um caminho fácil de escrever, porém difícil de intensamente viver. O melhor de si sempre requerer, isso um martírio não precisa parecer. Revisitar calmante cada proceder, aos poucos o novo está a se tecer. Aceitar a dor sem esmorecer, um outro modo interiormente conceber. Aos poucos o velho homem transcender, fiel à Verdade sempre tentar permanecer. 

Não ser um mero exilado

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Nem tudo está interiormente alinhado, o mérito em mim não está consumado. Muito ainda precisa ser moldado, é no silêncio que tudo é trabalhado. O processo dolorido parece demorado, frequentemente se encontra cansado. O fracasso parece morar ao lado, em pouco o indivíduo se vê consolado. Por vezes, há o medo de ser julgado, de alguma forma acabar prejudicado. O contexto está a deixar incomodado, faz com que se sinta um condenado. Cabe aqui deixar o exterior calado, sentir aquilo que do interior é exalado. Crucial se faz cuidar desse solo sagrado, o superficial precisa ser de fato ignorado. Almejar sempre o real significado, aos poucos cuidar do fragmentado. Aceitar a própria natureza com cuidado, de si mesmo não ser um mero exilado.

Busca por Aquele que É, com contradições

É falho procurar fora o que está dentro,  habitas no interior da alma, lá no centro. És o verdadeiro parâmetro, o necessário e essencial maestro. Com o Senhor não me frustro, por Ti uma infindável busca eu nutro. Para o errado por vezes me prostro, ao não focar n'Ele que é autêntico lastro. Estás em mim e não O encontro, insisto em Te procurar noutro.

Reordenação

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Em inusitadas fases, compete rever as bases, lidar com os entraves, sentir as adversidades. Revisitar valores, aprender com as dores, realizar clamores, questionar horrores. São muitas sensações,  incontáveis questões, bem pensar as ações,  não se dobrar às provocações. Nada é como antes, cabe criar novos ditames, dialogar com os limites, analisar os entraves. Aguçar os olhares, contemplar os detalhes, respirar novos ares, reordenar os internos lugares.

Enclausurado

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  A humana segurança tem falhado, o velho sustentáculo está dilacerado. Até parece que não sou mais amado, me encontro um pouco desencontrado. Em alguma medida se está enganado, tudo parece realmente atribulado. O Sagrado tem ficado de lado,  eis o motivo de se viver desnorteado.  Excessos deixam muito cansado,  o essencial acaba sendo ignorado.  É preciso ser mais abnegado, olhar no Sacrário para Jesus aniquilado. Na exterioridade não vejo o significado,  de mim mesmo devo evitar ficar alienado. Santo Agostinho jamais esteve enganado, Deus permanece no íntimo humano enclausurado. Nessa realidade o amor está exalado, no silêncio Jesus é novamente exaltado. Na intimidade o indivíduo é moldado, espiritualmente ninguém vive desamparado.

Embate entre carências...

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São muitas as carências, carregadas de resistências. Elas interferem nas vivências, camuflam as essências, enganam as evidências. Ignoram quaisquer ciências, aumentam as incoerências. Geram tristes consequências, conflitos e inúmeras divergências quando cuidadas com impaciências. É complexo lidar com essas ocorrências, são frutos das necessárias convivências. Importante é ir além das aparências, acolher e cuidar das existências, rever as próprias referências. No ordinário buscar novas experiências, lentamente superar todas as carências. No sofrimento moldar as incongruências, entre lágrimas conquistar as excelências, lutar contra as erradas tendências. Ir além das meras sobrevivências, lidar com maturidade com as ausências.

em versos um sofrimento novamente a se traduzir

na fraqueza a se imergir por vezes a se iludir problemas a se corrigir no mesmo erro a se cair o fracasso a se repetir no engano a se conduzir o indivíduo a se ferir em círculos a se seguir nada mais está a se evoluir medo de no erro sucumbir a santidade não atingir da amizade com Deus esvair

Na oitava de Páscoa

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O indivíduo sofre isolado! O mundo parece cansado, cada um ao seu modo está marcado. Não há quem não esteja preocupado, é difícil viver sempre alarmado. O indivíduo sofre isolado! Violência e caos por todo o lado, o conforto constantemente é ameaçado. Um conjunto de escolas sendo atacado, o medo está cada vez mais instalado. O indivíduo sofre isolado! A fome tem rapidamente se alastrado, um contexto cada vez mais complicado. O alimento com seu preço elevado, é difícil encontrar alguém entusiasmado. O indivíduo sofre isolado! A estupidez tem se ampliado, a carência, visivelmente, aumentado. A paciência tem se silenciado, o conflito frequentemente anunciado. O indivíduo sofre isolado! Nas redes sociais o ilusório é postado, ostentação em um palco armado. O indivíduo finge se sentir amado, por trás disso o vazio interior é exalado. O indivíduo sofre isolado! Conteúdo entre pessoas trocado, poucos têm realmente se encontrado. O vício cada vez mais espalhado, é difícil se manter...

Apreço

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No medo não pereço! Por vezes tive medo do recomeço. A mudança tem seu grande preço. Entretanto, se fico estático adoeço. As dores ao nosso Deus eu ofereço. No medo não pereço! No caminhar o crescimento reconheço. Buscar aprender sempre com o tropeço. No cuidado de Cristo me abasteço. Graças ao Salvador não enlouqueço. No medo não pereço! Com esperança no coração amanheço. No dia o exaustivo não enfraqueço. Cansado e renovado por vezes anoiteço. Ao errar ou ao acertar me fortaleço. No medo não pereço! Sou grato, tenho mais do que mereço. Sou amado mesmo quando tropeço. Sou indigno de tamanho apreço. Sou abençoado e nisso permaneço. No medo não pereço!

suicídio

o medo virou uma constante questão a morte parece a única solução não há luz em meio a escuridão é uma difícil situação aparentemente tudo perdido o indivíduo pelo terror está possuído não vê que o caminho pode ser reconstruído aquela velha esperança virou uma mera lembrança está diluída em meio à andança não se deve julgar, nem mesmo criticar quem sua própria vida resolve tirar se não pode ajudar de ideia mudar ao menos não vá atrapalhar cuidar, conversar e acolher mostrar ao outro que vale a pena viver é possível ajudar o irmão a vencer aprender usar do sofrimento para crescer na dificuldade se fortalecer ir além do que o problema aparenta ser