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Mostrando postagens de abril, 2026

Mesmo que nem tudo seja explicado

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No cotidiano, um certo padrão é procurado, algo como a estabilidade é ansiado, um solo firme que possa ser pisado. Mas, no externo, nada disso é encontrado, por dentro o indivíduo observa desconcertado. Ao se rever o que em si está sedimentado, cada traço lentamente aperfeiçoado. No fogo aos poucos o ferro é forjado, são primícias de um amadurecimento desejado, mas cada avanço revela algo ainda a ser curado. O indivíduo oscila entre estar cansado e motivado. Tem dias que o descanso é muito almejado, o diálogo deixa um pouco mais equilibrado, no versejar se expressa de modo figurado, tudo aquilo que deve ser silenciado. Não há sentido num simples sofrer calado, no tempo certo algo diferente é trabalhado.  O processo é gradativamente meditado, de oração em oração o sentido é encontrado, mesmo que nem tudo seja explicado.

Um pouco sobre maturidade...

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Maturidade não tem a ver só com a idade,  trata-se de ressignificar cada realidade. Aprimorar-se no enfrentar da dificuldade, ao primeiro chamado manter a lealdade. Desenvolver alguma habilidade, exercitar a prática da amabilidade. Ao propósito objetivar com fidelidade, ter abertura para fortalecer a integridade. Amadurecer sem perder a serenidade, de corpo e alma, agir com intensidade. Lapidar a si mesmo com sagacidade, aos poucos manifestar o belo da própria identidade.

Novas experiências

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Testando outras oportunidades, vivenciando diferentes realidades. Lidando com as dificuldades, aceitando as multiplicidades. Afastando as rivalidades, construindo sólidas amizades.  Explorando as capacidades, laços de autênticas cumplicidades. São incontáveis as possibilidades, diferentes formas de atividades. Compreendendo peculiaridades, lidando com todas as maldades. Tentando superar as banalidades, mergulhando nas profundidades. Acolhendo as próprias fragilidades, crescendo com as adversidades.

Confissões

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  Há questões que atravessam gerações, são sempre incontáveis as situações. Alegrias e dores marcam os corações, acertos e erros em diversas condições. Carregamos fardos que não precisamos, a fraquezas dos antepassados nos atamos. Por vezes ferimos a quem mais amamos, a real felicidade aos poucos adiamos. A humanidade vive um profundo sofrer, desequilíbrios são fáceis de se perceber. Posturas inadequadas por permanecer, o ser humano integral está a perecer.  Hoje, nessa Sexta-feira da Paixão, nos colocamos em contemplação. Na Cruz o mistério da Salvação, o Redentor noite convida à conversão. Desapegar daquilo que nunca pertenceu, no Cristo encontrar o que se perdeu. Aceitar em si a ação de Quem já venceu,  a presença da morte não mais permaneceu.