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Mesmo que nem tudo seja explicado

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No cotidiano, um certo padrão é procurado, algo como a estabilidade é ansiado, um solo firme que possa ser pisado. Mas, no externo, nada disso é encontrado, por dentro o indivíduo observa desconcertado. Ao se rever o que em si está sedimentado, cada traço lentamente aperfeiçoado. No fogo aos poucos o ferro é forjado, são primícias de um amadurecimento desejado, mas cada avanço revela algo ainda a ser curado. O indivíduo oscila entre estar cansado e motivado. Tem dias que o descanso é muito almejado, o diálogo deixa um pouco mais equilibrado, no versejar se expressa de modo figurado, tudo aquilo que deve ser silenciado. Não há sentido num simples sofrer calado, no tempo certo algo diferente é trabalhado.  O processo é gradativamente meditado, de oração em oração o sentido é encontrado, mesmo que nem tudo seja explicado.

Um pouco sobre maturidade...

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Maturidade não tem a ver só com a idade,  trata-se de ressignificar cada realidade. Aprimorar-se no enfrentar da dificuldade, ao primeiro chamado manter a lealdade. Desenvolver alguma habilidade, exercitar a prática da amabilidade. Ao propósito objetivar com fidelidade, ter abertura para fortalecer a integridade. Amadurecer sem perder a serenidade, de corpo e alma, agir com intensidade. Lapidar a si mesmo com sagacidade, aos poucos manifestar o belo da própria identidade.

Novas experiências

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Testando outras oportunidades, vivenciando diferentes realidades. Lidando com as dificuldades, aceitando as multiplicidades. Afastando as rivalidades, construindo sólidas amizades.  Explorando as capacidades, laços de autênticas cumplicidades. São incontáveis as possibilidades, diferentes formas de atividades. Compreendendo peculiaridades, lidando com todas as maldades. Tentando superar as banalidades, mergulhando nas profundidades. Acolhendo as próprias fragilidades, crescendo com as adversidades.

Confissões

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  Há questões que atravessam gerações, são sempre incontáveis as situações. Alegrias e dores marcam os corações, acertos e erros em diversas condições. Carregamos fardos que não precisamos, a fraquezas dos antepassados nos atamos. Por vezes ferimos a quem mais amamos, a real felicidade aos poucos adiamos. A humanidade vive um profundo sofrer, desequilíbrios são fáceis de se perceber. Posturas inadequadas por permanecer, o ser humano integral está a perecer.  Hoje, nessa Sexta-feira da Paixão, nos colocamos em contemplação. Na Cruz o mistério da Salvação, o Redentor noite convida à conversão. Desapegar daquilo que nunca pertenceu, no Cristo encontrar o que se perdeu. Aceitar em si a ação de Quem já venceu,  a presença da morte não mais permaneceu.

Algumas questões internas

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Necessidade de um abraço sincero, por vezes é algo que realmente espero,  mas nem sempre aparece como quero,  preciso para comigo mesmo certo esmero.  Necessidade de um certo isolamento, silenciar por algum breve momento, bem elaborar cada sentimento, profundamente clarear o entendimento. Necessidade de um diálogo sereno, amizade que respeite o interno terreno, espaço de ser um pouco mais pleno, partilha para superar todo o pequeno.  Necessidade de um agir mais presente, o real existir com uma fé inerente,  com todos ser realmente indulgente, não se contentar em estar indiferente. A busca do equilíbrio é uma constante,  por vezes há o risco de ser inconstante,  resta viver como um autêntico amante, encontrar em si o que há de mais elegante.

Marcas de algum amadurecimento

No entorno se alegra a comunidade, por dentro é difícil entender a realidade. Não se trata de tristeza ou infelicidade, faz falta convivência com profundidade. Uma existência de maior tranquilidade, um silêncio que fala a verdade.  Diálogos com maior sinceridade, rastros de autêntica felicidade. Momentos com alguma previsibilidade, mas na ausência de qualquer futilidade. Conversas simples que marcam a interioridade, alguma segurança pautada na fidelidade. Arriscar com fé e certa maturidade, deixar o comodismo e agir com intensidade. Oscilar entre o risco e a estabilidade, encontrar a justa medida da própria subjetividade.

O sucesso que não é expresso

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Por vezes, cabe viver o processo, nada de se mover pelo excesso, ao poucos vemos o progresso. Nem sempre o voltar é retrocesso, em alguns casos é buscar melhor acesso, algo novo que aos poucos é impresso. A minha fraqueza eu confesso, mas de tentar nunca cesso, a esperança não entra em recesso. Os meus planos eu não apresso, isso gera o risco do insucesso, na incerteza sigo com a fé que professo.

A justa medida

É realmente difícil profundamente se definir, cabe encontrar o equilíbrio para bem seguir. Algo de novo é sempre possível intuir, o questionamento ainda está a existir. Por vezes, o medo volta a se difundir, e a ansiedade não deixa de persistir. É um caminho que está por se construir, se desenvolve a sabedoria junto com o agir. Um certo passado não mais se atualiza em meu existir, sinal de que em alguns aspectos continuo a evoluir. De diversos fardos estou a prescindir, uma singela leveza já me é possível de sentir. Buscando de mim mesmo não mais me omitir, cuidando do leão que em meu interior está a rugir. Os sons da interioridade eu tenho de ouvir, minha genuína essência aos poucos vai se restituir. Não se trata de negar o que no exterior está a surgir, é sobre viver no próprio ritmo e se permitir. Algo de mais verdadeiro a partir de mim mesmo esculpir, encontrar o Sagrado que no mais íntimo está a fluir. É uma explosão interior que está a persistir, pela oração, contemplação e medit...

Momento de oração

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Aos poucos silenciar o próprio coração, deixar de lado toda e qualquer perturbação. Há sempre o tempo adequado para a ação, mas antes é preciso uma profunda meditação. Por vezes, olhamos apenas o superficial da questão, somente Quem tudo formou pode evitar a explosão. Em intimidade com o Criador se amplia a visão, é possível ir além do oferecido pela humana razão. Não se trata de momentaneamente negar a situação, mas de encontrar o centro de equilíbrio para a decisão. No silencio e na intimidade enxergar o amparo e a solução, descansar na fonte da mais profunda Revelação.

Em (re) construção...

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Por vezes, é complicado não retroceder, há casos em que algo parece se perder. Feridas antigas voltam com força a doer, temos o fardo maior que nosso próprio ser. O equilíbrio interno é preciso desenvolver, distanciamento saudável às vezes manter. O coração no amor precisa se suster, aos poucos o outro sempre entender e acolher. Com maturidade dialogar com cada sofrer, se descontentar em carregar o que não faz crescer. A própria intimidade com esmero proteger, ao cicatrizar por dentro o bem há de resplandecer.