Aos poucos...


Um momento infinitamente sofisticado, 
pela ciência tudo parece ser explicado.
O problema é cada vez mais simplificado,
a zona de conforto têm se instalado. 

Do outro lado, o indivíduo desesperado, 
o coração profundamente magoado. 
Cada um ao seu modo tem se desdobrado, 
mas o resultado nunca é alcançado.

Não há quem não esteja machucado,
o indivíduo realmente sofre desarmado.
Cada um quer ser transformado,
a cura passa pelo sentir-se amado.

O papo direto e reto bem articulado,
o virtual pode ser um pouco ignorado. 
O olho no olho realmente estimulado,
no diálogo há de se obter resultado.

O silêncio novamente estimulado, 
um interior humano bem investigado.
Aceitar aquilo que não pode ser mudado, 
viver cada tempo de modo obstinado.

O humano nem sempre têm se equilibrado,
é difícil se manter realmente integrado.
Por vezes, falta o real significado, 
o verdadeiro e importante tem sido ignorado. 

Há um ciclo que pode ser quebrado,
mas é preciso não mais agir alienado.
O indivíduo deve por si mesmo ser encontrado, 
o restante aos poucos será reestruturado.

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